Sofia, a travessa

Era uma vez uma menina chamada Sofia.

Ela era uma rapariga loira, com olhos azuis, sardas, magra, com cabelo comprido preso de lado com um lacinho. Era divertida, com bom humor e tinha prazer em ver as pessoas irritadas com as partidas que ela pregara. Por não gostar da professora, Sofia não se esforçava nada por ter boas notas, e detestava estudar. Era uma das coisas que designava de “aborrecida”.

Ela vivia com os pais e a avó, numa quinta . Lá havia todo o tipo de animais, aos quais ela adorava pregar partidas.

Na escola da aldeia, era muito conhecida por pregar partidas. A professora embirrava com a Sofia devido ao seu comportamento. Ela tinha mau génio, era quezilenta e arranjava sempre discussões nos jogos de equipa.  Todos os dias ela pregava uma partida a alguém. Por isso, ninguém tomava o partido dela.

Sofia planeava pregar uma valente partida à professora, para que ela pudesse entender que não podia ser tão arrogante e que ninguém se metia com ela.

Finalmente chegou a altura do Carnaval! Sofia estava ansiosa, pois planeava uma valente partida. No seu quarto, foi ao baú onde guardava os seus brinquedos mais terríveis. Lá dentro tinha uma aranha, uma cobra, um escorpião e muitos animais desse género.

No dia seguinte foi para a escola toda contente.  Enquanto os colegas andavam no recreio a brincar, entrou na sala sorrateiramente e pôs a aranha no livro de ponto.

Quando tocou, entraram todos para a sala, a professora por último. Dirigiu-se à secretária e abriu o livro para escrever o sumário. De repente deu um grito agudo que ecoou pelas salas: uma enorme aranha estava na página aberta.

A professora, vermelha de raiva, olhou imediatamente para a Sofia, que, no seu lugar, ostentava um enorme sorriso de orelha a orelha.

– Sofia!  Hoje ficas sem recreio. E vais ter de escrever quinhentas vezes a seguinte frase: ”Não devo pregar partidas às outras pessoas.”

A partir desse dia, Sofia aprendeu que não devia pregar partidas às outras pessoas, pois assim iria sempre assumir as consequências e nunca conseguiria que os seus colegas e professores a respeitassem.

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