Colégio de Alfragide há 38 anos, no Grupo ENSINUS desde 1977

Com a evolução do ensino nos anos 80, o colégio passou por algumas dificuldades até conseguir recuperar novamente. Desde então, embora uma referência no ensino particular, desenvolveu-se sem abrir grandes contactos ao exterior. O professor estava na sala de aula, de onde não saía e não comunicava com o mundo. É a época do professor que sabe tudo, que debita conhecimentos e que pretende ter um grupo de alunos, tão sossegados quanto possível de forma a que a passagem do conhecimento se dê sem sobressaltos nem surpresas. Ainda estávamos a milhas da situação de hoje. Os testes faziam-se à máquina, fotocopiavam-se, recortavam-se, reproduziam-se…

Os computadores entraram no Colégio já pela minha mão em 1994… Pedi um computador velho à Ensinus. Criou-se primeiro uma aplicação de secretaria e um livro de ponto. De seguida, em Setembro de 1996 deu-se a Internet na Escola e a entrega do 1º computador e da ligação à internet. De seguida criei a página oficial do colégio e um conjunto de iniciativas no sentidode tentar dinamizar o uso da internet. Uma delas foi a criação de uma rede LAN, logo a seguir em 1997, ligando 5 computadores com acesso à internet.

Em 2001 aderimos ao franchisado FasTracKids, de origem americana, tendo por via disso sido criada uma sala de nova tecnologia onde se incluía um quadro interactivo, projector de vídeo e computador…Uma data de dinheiro, mas era a rainha da coroa…

Passaram-se alguns anos. Em 2007, com a união do grupo Ensinus e do Grupo Lusófona dei o passo seguinte: aquisição de  computadores para a criação de uma sala de informática com 13 computadores e aquisição de dois quadros interactivos. Iniciaram-se as aulas de informática para os alunos do 1º ciclo.

Só no ano lectivo 2007/2008, já em Fevereiro de 2008, com o lançamento do programa e-escolas e e-escolinhas se deu o grande salto seguinte: A minha compreensão de que havia um mundo lá fora a passar à nossa frente e sem darmos por isso. Foi a descoberta de blogs, a inscrição em comunidades de partilha com outros docentes, a criação do meu primeiro blog, a inscrição do Twitter, a dinamização do Moodle como plataforma de comunicação entre a escola e a família, e o começar a mexer com os docentes, a pressionar, a tentar mostrar o que se poderia fazer, a criação da conta do colégio no twitter e no facebook…

E chego à conclusão de que nunca nada disto teria sido possível se eu não tivesse percebido as implicações da sociedade do conhecimento e se não tivesse adquirido o “Sócrates” no programa e-escolas. E não foi só comigo, foi com vários dos docentes da escola. Nestes últimos dois anos, o desenvolvimento do Moodle, a utilização de mails entre os docentes e a secretaria, os pais e os docentes, tudo tem vindo a influenciar de forma positiva a dinâmica da escola. O lançamento e melhoramento do site oficial, a aquisição e funcionamento do servidor interno, a rede wireless e agora por último a descoberta de que os Magalhães afinal não eram só uma negociata, mas também tinham programas muito benéficos e que estavam  à espera que quem os quisesse implementar. Há 3 anos atrás, apenas eu tinha um portátil e já muito velhinho…Neste momento, em 10 docentes titulares, 9 têm portáteis e estão a usá-los cada vez com maior frequência.

No ano lectivo 2008/2009, já após o e-escolas resolvemos aderir ao programa da escola virtual da Porto Editora. Foi um salto qualitativo embora nem todos os pais se tenham apercebido das potencialidades do programa. De repente apercebi-me de que os Magalhães vinham com um software que permitia a sua utilização em sala de aula. Pedi  informações sobre como instalar um router wireless. Começámos a fazer umas experiências e verifiquei que funcionava bastante bem. Pedi  ajuda no Interactic e consegui começar a fazer as primeira experiências com o Magalhães no Natal de 2009. Após uns meses de utilização de Magalhães em ambiente de sala de aula, surge a hipótese de utilização de uma aplicação que permitia o uso de vários ambientes consoante o computador está em ambiente de casa, de escola ou de sala de aula.  Nós não recusámos e todos os docentes  a quem a aplicação foi apresentada foram unânimes em afirmar que era uma forma de poder  usar com muito maior funcionalidade e segurança o computador em ambiente de escola.

O resultado está à vista: a forma como as crianças aderem às novas tecnologias, a forma como ensinam os professores que têm mais dificuldades, a forma como se conseguiu dinamizar o moodle internamente, a dinâmica que se criou entre os docentes proporcionando uma maior interajuda.

Neste momento temos consciência de que o Inspirus pode trazer um maior equilíbrio ao uso dos computadores em sala de aula. Mas também temos consciência de que as condições físicas da rede, seja a de cabo, seja a wireless, vai requerer uma actualização cada vez maior à medida que as exigências de utilização da internet forem aumentando. E estamos já a prever a modificação do  tipo de serviço Adsl, migrando possivelmente para a fibra…o que irá dar uma maior rapidez e quantidade de tráfego.

E este caminho tem de se fazer proporcionando uma maior formação digital aos docentes e ao restante corpo de auxiliares de forma a que os saltos qualitativos não funcionem de forma anárquica e se consiga uma melhor interligação das actividades desenvolvidas.

Abril 2010

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